Domingo, 13 de Março de 2011

DES (ENCONTROS)...

 

 

O dia estava quente, sufocante até. Ele estava nervoso. As horas passavam e ela não aparecia. As beatas amontoavam-se a seus pés. Tinha que controlar aquela ansiedade, não podia deixar-se levar pelo desânimo. Afinal ainda tinha esperança. Aquele telefonema não fora em vão, despertara nele emoções jamais esquecidas. A voz dela, não a esquecera, aquele sorriso estava guardado, as pausas eram sinais e a respiração tão próxima que lhe sentia o cheiro. Estava demasiado absorto nos pensamentos. Sentiu alguém a observá-lo.

 

Virou-se, a desilusão espelhou-se em seu rosto. Ainda teria que esperar. O dia mal tinha começado, mas a angústia não o abandonava. Resolveu dar tempo ao tempo. Deu uma risada. Tempo era coisa que não lhe faltava. Desde aquele dia, sim, estava tão presente. Como podia ter passado tanto tempo. Dias, meses, anos. Como ela estaria. Lembrava-se de todas as suas expressões. Mas a sua preferida, era quando a sentia nervosa, adivinhava todos os seus gestos, e sabia como a tranquilizar. Ela olhava nos olhos dele e ambos se perdiam no tempo. Ela, sim fazia-lhe muita falta.

 

Tinha estado adormecido, acordou e o sentimento estava ali, preso, no mesmo sítio, tão forte como antes. No entanto tinha medo. Não queria voltar a adormecer, mas também não queria apenas sonhar. Queria-a tanto. O telefonema voltava-lhe à memória. Pensava nele e conseguia lembrar-se de cada palavra. A maneira como ela lhe tinha falado. Tão serena, tão carinhosa, mas também tão cautelosa. Teria medo. Talvez pensasse o mesmo que ele. Talvez sentisse o mesmo que ele. Talvez...talvez...não, não...queria fazer suposições. Queria certezas. Então decidiu esperar...iria esperar ...SIM ERA ISSO MESMO, TINHA QUE ESPERAR....

 


"TCHARAMM"

Como achas que vai acabar essa história?

 

 

 

 


1. Ela vai aparecer e vão ser felizes para sempre.

2. Ele está apenas a ver um filme de amor e a comer pipocas.

3. Ele esperou, esperou, e ela jamais voltou. 

4. Ela teve um acidente, bateu com a cabeça e perdeu a memória.

 

5. Ele acordou, olhou para ela, beijou-a, voltou a adormecer sorrindo. 

 

 

  

OK, tens outro final... INSPIRA-TE... 

 

 

 

 


publicado por nuvemdoce às 01:03
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De ervilha-de-cheiro a 14 de Março de 2011 às 21:17
Ele lembrava-se agora de como a tinha conhecido.
Uma história pouco usual. Tropeçara um dia num blog que lhe despertara a atenção. Ela tinha imaginação e uma escrita leve onde espalhava uma espécie de magia que fazia com que se ficasse agarrado naquela boa disposição contagiante.
Não era a sua onda andar a comentar blogues, mas sentiu-se atraído e atreveu-se.
A resposta pronta e sacudida aguçou-lhe ainda mais a curiosidade e continuou comentando-a.
Devagar para não espantar a caça foi-se insinuando e quase desistiu por não ter muito sucesso.
Um dia ficou surpreso. Discretamente e subtilmente ela lançara-lhe uma espécie de desafio. Talvez apenas para o testar. Mas ele louco nem hesitou. Escreveu-lhe de imediato um e-mail correspondendo ao seu pedido. Daí rapidamente passaram ao Messenger, trocaram números de telefone.
Quando ouviu pela primeira vez a sua voz o seu coração pulou de felicidade. Combinaram um encontro e quando a olhou nos olhos foi como se a conhecesse desde sempre. Sentiu vontade de a abraçar, mas conteve-se.
Tinha sido tudo tão bonito… e agora ali estava ele irremediavelmente só, vivendo uma esperança que não sabia onde o levaria. Sentia a cabeça à roda de tanta ansiedade.
De repente ouviu-lhe a voz que lhe dizia – olá.
O coração sobressaltou-se quando se virou para a olhar. Ela sorria-lhe e ele nervoso e desajeitado não sabia o que fazer.
Foi então que ela lhe estendeu uma mochila. Reconheceu-a. Era sua. Há quanto tempo a não via e que saudades Deus meu.
Enquanto tudo isto lhe passava pelo pensamento escutou a voz dela que lhe dizia…
Andei em arrumações. Encontrei algumas coisas tuas que achei deverias querer de volta.
Está aí a tua velha escova de dentes, as tuas peúgas de andares descalço por casa e o teu batom do cieiro que sempre usavas.
Ah está também aquele CD horroroso que não paravas de ouvir.
Ele lembrava-se bem da música era o Jealous Guy dos Roxy Music. Como podia ela chamar-lhe horroroso. Noutros tempos tantas vezes tinham dançado ao som daquela balada.
Sentia-se completamente aniquilado. Tinha vontade de desaparecer de nunca ter vindo até ali…


Acorda pá… ainda acreditas em contos de fadas… se calhar no Pai Natal também não?


De nuvemdoce a 15 de Março de 2011 às 12:01
Acredito sim ervilha, não custa nada sonhar, ainda mais quando são histórias que suscitam ínteresse, oferecem um desenrolar aliciante...e tu deste-lhe aquele toque fulminante, foste até aos primórdios raios de sol, até ao dia em que tudo mudou as suas vidas, onde as borboletas pousaram e as cócegas na barriga não mais pararam.
O sorriso contagiante, o calor nas faces, o desejo do toque, a paixão nos olhos e o amor no coração foi uma constante entre eles, que história bonita, daquelas que imaginamos só em filmes, em que os personagens nos deixam com os olhos enevoados, a salivar e com mãos húmidas de tanto esfregar de emoção.
Mas...aquele dia chegou, aconteceu assim de repente, sem mais nem porquês, não, não foi comprar tabaco e nunca mais voltou, seria pouco original e já chega de beatas, lol...não, aqui o destino seria mais "as palavras que nunca te direi", essas ficaram presas na garganta, sufocadas no pensamento, guardadas em silêncio, pelo tempo e no vácuo da escuridão.
Um dia será que vão fazer eco, será que vão ter resposta, esse dia poderá ser hoje...aqui..agora...será que me concedes uma última dança??...







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Quantas vezes

Já me perguntaram

Quantas vezes

Já me indagaram

Quem é você…

Como você é…

De onde vem

Pra onde vai…

Quantas perguntas

Quantos julgamentos

Quantos enganos

Quantos…

Tudo é tão simples

Sou assim…

Nasci e cresci

Num lar com muito amor

Com muito calor…

Sou amor, sou paixão…

Sou amiga, sou mulher…

Sou esposa, sou mãe.

Sou carinho, sou ternura…

Sou encanto, sou magia…

Sou o que sempre fui

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Você saberá onde me achar

Você saberá

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Será ternura

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